Mergulhar em O Nome da Rosa é atravessar corredores sombrios de uma abadia medieval, onde o silêncio parece esconder mais do que os olhos podem ver. Umberto Eco nos convida a refletir sobre o poder do conhecimento, a complexidade da fé e os labirintos da razão, enquanto conduz o leitor por uma narrativa que combina mistério, história e filosofia com maestria.
No centro da trama, William de Baskerville surge como guia e investigador, personagem racional e perspicaz, cuja curiosidade e senso de justiça se chocam com o dogmatismo da época. Ao seu lado, Adso, jovem aprendiz e narrador, oferece o contraponto da inocência e da sensibilidade humana, registrando acontecimentos com olhar atento e poético. Juntos, eles nos mostram como questionar e interpretar o mundo é também uma forma de liberdade.
Eco constrói uma atmosfera única, entrelaçando detalhes arquitetônicos, debates teológicos e reflexões filosóficas sem perder ritmo ou clareza. Os temas centrais — poder, verdade, memória e limite do conhecimento, ganham densidade por meio de diálogos ricos e da construção minuciosa do ambiente. Cada corredor da abadia, cada livro antigo, cada segredo revelado nas entrelinhas reforça a tensão entre o que é visível e o que é oculto.
O estilo do autor combina rigor intelectual e narrativa envolvente: a prosa é densa, mas fluida, o ritmo alterna investigação e contemplação, e o leitor é convidado a participar ativamente do enigma. Eco transforma o suspense em reflexão, fazendo de O Nome da Rosa uma obra que permanece viva muito além da última página, instigando pensamento crítico e fascínio literário.
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