Lois - a Bruxa, de Elizabeth Gaskell, é uma história fascinante e sombria que aborda temas como o preconceito, o medo e a perseguição — elementos que ecoam poderosamente a famosa e trágica história das Bruxas de Salem. 🌒
No coração dessa obra, Gaskell apresenta Lois, uma mulher que se vê injustamente acusada de bruxaria. Ao longo do livro, a autora faz uma crítica aguda ao modo como a sociedade, movida pelo medo e pela ignorância, pode transformar pessoas inocentes em bodes expiatórios, algo que remete diretamente ao horror das Caças às Bruxas, como o ocorrido em Salem, nos Estados Unidos, no século XVII.
A história serve como uma poderosa metáfora para as injustiças históricas que se baseiam em medos irracionais. Ao explorar a perseguição de Lois, Gaskell nos leva a refletir sobre como, muitas vezes, o desconhecido e o diferente geram pânico, levando a sociedade a cometer erros fatais — como vimos nas Bruxas de Salem, onde 20 pessoas foram executadas sem provas concretas. Gaskell, com sua sensibilidade, nos apresenta uma sociedade que rapidamente julga e condena, sem jamais tentar entender ou investigar. Isso ressoa diretamente com as acusações de bruxaria em Salem, onde mulheres (e até homens) foram vítimas de histeria coletiva e manipulação política.
Ao mergulharmos na história de Lois, somos convidados a não apenas acompanhar a trama, mas também a entender como as acusações de bruxaria representam muito mais do que superstição. Elas são uma reflexão sobre os temores e as falhas de uma sociedade que, em muitas situações, prefere destruir o diferente a tentar compreendê-lo.
O livro não é apenas uma leitura envolvente, mas também uma poderosa crítica social que nos faz refletir sobre como a ignorância e o medo podem levar a tragédias e injustiças, como as que marcaram a história das Bruxas de Salem. A obra de Gaskell é um lembrete de que devemos estar sempre vigilantes contra as forças do preconceito e da perseguição, que ainda hoje existem em muitas formas. #loisabruxa #elizabethgaskell

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