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“Se eu não posso ser quem sou” - Leila de Souza Teixeira

 

Em “Se eu não posso ser quem sou” a personagem central, Geórgia, é uma servidora do judiciário brasileiro insatisfeita com o trabalho. Ela percebe que não é somente a rotina presa ao tribunal que a incomoda, mas o barulho da cidade; a hostilidade da vida urbana; a poluição visual dos centros comerciais; o culto ao excesso de trabalho; as exigências de produtividade, consumo e sucesso, entre tantas coisas. Após conhecer Olivia (canadense que abdicou de um alto salário em uma empresa de telecomunicações de Montreal, para recolher plásticos em praias e oceanos), a protagonista embarca em uma viagem que a levará a uma nova forma de existência.”

Este livro, faz com que você sair da sua zona de conforto, que te pergunta: O que você está fazendo da sua vida? Você é feliz? Qual a importância do seu trabalho na sua vida? Além da autoanálise da personagem principal, ainda traz questões ambientais, o contato com a natureza e nos faz pensar em um estilo de vida mais simples, mais leve.

Durante a jornada de Geórgia, você acaba fazendo uma autoanálise de sua própria vida, desde seu trabalho até seus relacionamentos, seja amoroso, familiar, profissional ou de amizade. Durante a leitura, você não sabe mais se a jornada é de Geórgia ou sua.

Geórgia nos ensina que nossa identidade não é definida por um trabalho, ainda que uma ocupação lhe permita sobreviver com estabilidade, o que realmente importa é se dedicar ao que você realmente ama. NUNCA É TARDE PARA SE AVENTURAR. Sempre dá tempo de começar um hobby, de redirecionar a carreira, de amar alguém, de fazer amigos, de viajar para um lugar novo, de experimentar comidas diferentes, ou seja, de sair de sua zona de conforto.

Como escreveu Ana Elisa Ribeiro, no posfácio da obra: “Geórgia sou eu; somos todas e todos nós que, movidos pela busca por uma ‘vida boa’, nos afundamos nas demandas que não partem de nossas necessidades mais profundas, uma delas a paz interior.” Então... convido todos a fazerem a jornada de Geórgia.

Leila de Souza Teixeira, parabéns pela obra e que Geórgia seja inspiração para novos recomeços.




 

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