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"O Diário de Nisha" - Veera Hiranandani

 


Em 1947, o amado país de Nisha está sendo desfeito — e sua família também.

Nisha e seu irmão gêmeo, Amil, comemoram seu 12º aniversário em sua amada cidade de Mirpur Khas, na Índia, um mês antes de seu país se tornar independente dos britânicos e se dividir em Índia e Paquistão.

Dolorosamente tímida, Nisha, que perdeu a mãe no parto e se sente distante do pai severo e da avó idosa, só consegue falar livremente com o cozinheiro da família, um muçulmano chamado Kazi.

Embora a mãe de Nisha fosse muçulmana, sua família é hindu, e os tumultos em torno de Partition logo impossibilitam que eles vivam em sua casa com segurança, apesar de sua fé mista. Eles são forçados a deixar sua cidade e Kazi.

Enquanto Nisha e sua família atravessam a nova fronteira, Nisha aprende sobre sua história familiar, sem mencionar sua própria força. Em seu diário, Nisha retrata um dos períodos mais sangrentos da história mundial.

A voz de Nisha é a mistura certa de inocência e força, e sua transformação é crível e de partir o coração. As críticas inflexíveis de Nisha a Gandhi, Nehru e Jinnah são particularmente refrescantes em sua honestidade. Uma história emocionante e cheia de nuances do custo humano do conflito, apropriada tanto para crianças quanto para adultos.

Informações sobre a Independência da Índia

Por muitos anos, a Índia foi um território colonizado pela Inglaterra. Esse processo se deu por conta da valorização das riquezas naturais desse país.

                                                        Índia antes da Independência

Durante a colonização, a Inglaterra exerceu grande controle cultural sobre os diversos povos que habitavam aquele território. Esse é um processo natural nas colonizações, mas extremamente prejudicial para o povo colonizado.

A independência, então, se deu a partir da mobilização de vários grupos para impedir que a colonização continuasse a acontecer. Os grandes líderes do movimento foram Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nehru, dois advogados.

                                                                                        Gandhi



                                                                        
Jawaharlal Nehru

Entre os dias 14 e 15 de Agosto de 1947, a Índia se tornou independente do governo inglês e foi dividida em duas Repúblicas, Índia e Paquistão. Na época existiam duas grandes correntes: a primeira, defendida por Gandhi, advogava por uma Índia unitária.


                                       Índia depois da independência e a criação do Paquistão

A segunda, reivindicada pelos muçulmanos, liderados por Muhammad Ali Jinnah, pedia um estado independente, que se chamaria Paquistão. Os principados que eram independentes teriam que escolher a qual dos países gostariam de pertencer.

  

                    Muhammad Ali Jinnah

Apoiada pelos britânicos, a segunda proposta venceu. Isto causou um caos no país, pois milhares de muçulmanos deixaram suas terras para se dirigir ao futuro país.

Por outro lado, os hindus fizeram o mesmo. Não era raro as duas colunas de imigrantes encontrarem-se caminhando em direção oposta e as provocações terminarem em brigas.

Gandhi terminaria assassinado por um hindu radical em 1948, que não concordava com sua defesa de uma Índia unida aos muçulmanos. Por sua vez, Nehru se elegeu primeiro-ministro e foi o político que mais tempo permaneceu neste cargo, de 1947-1964

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