Por algum motivo eu nunca tive a curiosidade de ler os livros de Júlio Verne, apesar de gostar muito das adaptações no cinema. No ano passado ganhei a coleção “Clássicos Zahar” e decidi iniciar a leitura por: “Viagem ao Centro da Terra” e confesso a grande surpresa em encontrar um livro leve e divertido.
Nesta história, dois alemães seguem para a Islândia a fim de procurar uma passagem para um mundo subterrâneo que, provavelmente, se estende até o centro do planeta. Um deles está convicto de que a encontrará e o segundo tem certeza de que a jornada é pura perda de tempo. Naturalmente, a passagem é descoberta e muitas surpresas acontecem nesta viagem sem precedentes às vísceras do nosso planeta.A construção da narrativa é um detalhe muito bem explorado pelo autor. Tudo começa calmo, sem nenhum problema e até mesmo “sem graça”. Mas conforme a expedição vai sendo realizada, os perigos aumentam, os desafios crescem e as descobertas surpreendem. Quando chega no ápice – que pode ser dito como a explicação do título – tudo é fantástico e envolvente. O autor nos entregou uma narrativa linda e curiosa e quando chega a hora de voltar, não queremos ir embora, queremos desbravar aquele lugar um pouco mais, ficar alguns minutos a mais.
Acho que Verne poderia ter explorado mais o personagem Hans (olha a audácia!!!) mas não há como não se afeiçoar por Axel e seu tio e não há como não se encantar com as descrições desse mundo. Considerando a época em que foi escrito, onde a ciência ainda dava seus primeiros passos, onde o conhecimento do mundo, tal como é hoje, ainda era prematuro não há como não reconhecer a fantástica imaginação do autor. Verne conseguiu unir muito bem a fantasia com conceitos científicos.
Mesmo com a ciência limitada da época, Jules Verne conseguiu unir muito bem a fantasia com conceitos científicos. Em vários momentos os personagens discutem a probabilidade de tudo aquilo ser real, quais seriam as causas geológicas, físicas e químicas, bem como biológicas. E desta forma, o autor nos entregou uma narrativa linda e curiosa, sem deixar de nos convidar a imaginar além do que ele conta.
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