Janina Dusheiko, que já foi engenheira, é uma senhora excêntrica e pouco compreendida. Ela vive em um vilarejo na Polônia, na fronteira com a Tchecoslovaquia. Possui uma vida pacata, sendo professora de inglês em meio período e zeladora de algumas casas de veraneio. Odeia seu primeiro nome, só bebe chá-preto, adora astrologia, ama a poesia de William Blake e prefere apelidar as pessoas do que chamá-las pelos seus nomes próprios, mas sua maior qualidade é ser defensora dos animais.
O livro começa com a morte de um dos moradores do vilarejo (Pé Grande) que aparentemente morre ao engasgar-se com um osso de animal. Mas não para por ai, a pacata Vila começa a ter uma onda de assassinatos misteriosos.Juntamente com o seu vizinho, Esquisito, Dísio - um ex-aluno e funcionário da Polícia - e Boas Novas, uma vendedora de um brechó, começam a fazer sua própria investigação policial.
Para Janina, os suspeitos são os animais da floresta que estão organizando uma vingança contra os caçadores locais.
Além de arrumar briga com o clube de caça local, já que acredita que foram os caçadores que mataram seus cachorros, Janine ainda arruma confusão com a polícia, já que escreve longas cartas denunciando atrocidades e compartilhando suas teorias sobre os assassinos. Como suas teorias são baseadas na astrologia, a polícia simplesmente ignora as denúncias feitas pela personagem.
O livro, além de ser uma mistura de suspense e policial, traz também reflexões filosóficas sobre o sentido da vida, citações poéticas, principalmente de William Blake, questões ambientais e reflexões sobre o envelhecimento, tornando-se às vezes incômodo para o leitor. O livro ainda traz uma crítica sobre o povo polonês, muitas vezes comparado com seus vizinhos tchecos.
A autora Olga Nawoja TokarczuK é uma escritora Polonesa e recebeu o Nobel de Literatura de 2018 (concedido em 2019).
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