Pular para o conteúdo principal

Razão e Sensibilidade - Jane Austen

 “Razão e Sensibilidade” é o primeiro livro publicado da autora inglesa Jane Austen em 1811.

O livro conta a história das irmãs Dashwood e de sua família, que na Inglaterra dos últimos anos do século XVIII, ficam desamparadas com a morte do pai, cujas propriedades são deixadas como herança para o único filho do primeiro casamento, obedecendo às leis inglesas da época. As irmãs Elinor e Marianne, sua mãe e sua irmã menor, Margareth, são obrigadas a se mudar para uma casa menor e com menos custos, depois que o irmão assumiu a residência onde moravam.

Além dos romances das irmãs Doshwood, há muita crítica à sociedade da época. A primeira é a questão jurídica da herança e do não reconhecimento legal da segunda esposa e os filhos deste casamento. A situação da mulher na sociedade do Século XVIII é muito bem elaborada. No transcorrer da história, observa-se que os destinos das mulheres já eram definidos pelo pai e pelas tradições, aprendendo apenas a bordar, coser ou tocar algum instrumento musical e a angústia de conseguir um bom casamento.

A autora consegue descrever bem esse ponto da sociedade destacando o papel da mulher e dando para suas personagens uma nova visão e um novo posto.

Este foi o primeiro romance de época que li e também o primeiro da autora. Como romance, “Razão e Sensibilidade” não é muito impactante ou emocionante, apesar de ter umas boas reviravoltas. Os personagens são bastante insossos e julgadores demais para o meu gosto. A personagem Marianne sofre de corpo e alma pelo amado, e isso me incomodou em algumas partes, por parecer dramático demais.

Considerando a crítica sobre o papel da mulher, acho que os finais felizes das irmãs deveriam ser diferentes, mas como clássico sugiro a leitura, afinal é um livro escrito por uma mulher no século XVIII com críticas sobre a posição da mulher na sociedade burguesa.

Além do livro, recomendo também o filme de 1995, que tem um elenco maravilhoso, Emma Thompson (Elinor), Kate Winslet (Marianne), Hugh Grant (Edward) e Alan Rickman, nosso querido Prof. Snape(Coronel Brandon). O filme é bem fiel ao livro.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Trono de Vidro - Sarah Maas

  Escrever sobre seus livros favoritos é sempre mais difícil. Para mim, com certeza, esse é o caso da saga “Trono de Vidro”, da autora Sarah Maas. A história da série é baseada em Cinderela, com a premissa "E se a Cinderela não fosse uma serva e sim uma assassina? E se ela não quisesse ir ao baile para encontrar o príncipe e sim, ao contrário, matá-lo?". Então vamos dar alguns motivos para vocês lerem essa saga: Os personagens são inspiradores. Todos têm importância na história, mesmo que alguns você não goste no início ou que odeie depois de algumas atitudes. São tão diversos e colaboram na construção de um universo multifacetário. Você vai encontrar feéricos, guerreiros, reis, rainhas, escravas, prostitutas, mercenários, bruxas, humanos, metamorfos, deuses, criaturas misteriosas, entre tantos outros. Ela não esqueceu de incluir a diversidade racial e de gênero. Importante apontar que são abordados temas muito relevantes, como a prostituição infantil, escravidão, preconceito...

“O Labirinto do Fauno” - Guillermo del Toro

  “ O Labirinto do Fauno” é uma adaptação fiel, escrita pela autora de fantasia infantil Cornelia Funke, do clássico filme de mesmo nome de Guillermo del Toro. Sim, aqui houve uma inversão. O filme foi lançado em 2006 e o livro em 2019. O filme é frequentemente descrito como uma obra de realismo mágico e o livro também é um conto de fadas sombrio, assustador e violento, ambientado após a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) durante o regime de Franco. A história segue uma jovem chamada Ofelia, enquanto ela embarca na aventura de uma vida. Presa em uma antiga casa de moinho, no meio de uma floresta, Ofelia não quer nada além de experimentar a mesma magia dos personagens de seus contos de fadas favoritos. Então, quando ela conhece um antigo fauno no labirinto perto da casa, ela aceita ansiosamente os desafios que ele propõe para ela. Mas há tanto perigo em casa quanto em seus livros e Ofelia terá que ter cuidado se quiser evitar um fim prematuro. É tão interessante ver a visão que Ofel...

A biblioteca mágica de Bibbi Bokken - Jostein Gaarder Klaus Hagerup

Não é apenas sobre ler: é sobre ser lido pelos livros. A Biblioteca de Bibbi Bokken se apresenta como um enigma envolto em páginas, onde cada carta trocada, cada descoberta, carrega a sensação de que a literatura observa, transforma e orienta aqueles que se deixam atravessar por ela. A trama se constrói como um jogo de correspondências entre dois jovens, Nils e Berit, que aos poucos se veem imersos no mistério em torno da figura de Bibbi Bokken. O que parece uma brincadeira infantil se expande em reflexão sobre memória, identidade e a liberdade que nasce quando ousamos imaginar. Nils, impetuoso e movido pela curiosidade, encarna o desejo de explorar; Berit, mais perspicaz e contida, dá corpo à sensibilidade e ao olhar atento. Já Bibbi, quase mítica, é menos personagem e mais força simbólica: um retrato da paixão arrebatadora pelos livros e do poder silencioso da imaginação. A escrita, leve e ritmada, utiliza a forma epistolar como recurso para envolver o leitor, somos, de certo modo, c...