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Os Sofrimentos do Jovem Werther - Johann Wolfgang Goethe


Os sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe é um romance epistolar (em formas de cartas) que o jovem Werther escreve para seu amigo Guilherme (Wilhelm, no original) contando sobre a história de amor impossível com Carlota (Charlotte).


O livro possui dois momentos. O primeiro nos apresenta a personalidade sensível de Werther, assim como seu peculiar apreço à natureza. Seu viver é dos mais belos e ele é um ser livre. Encontra inspiração no mais simples ocaso, busca vida em tudo que o rodeia, nela se embebe e enfim respira harmonia.


O segundo evolui gradativamente, assim como a dor do protagonista, que encontra a mais pura melancolia ao apaixonar-se por Carlota, uma jovem com certa pitada da típica heroína romântica que, por infortúnio do destino, está destinada a outro homem - Alberto.

Até certo ponto, eu pude compreender o martírio que era gostar de Carlota e não ser correspondido. Não é como em muitos outros romances, onde a mocinha ou mocinho até gosta, mas não pode aceitar o compromisso. Aqui, ela deixa claro que os dois são apenas bons amigos, e Alberto é seu grande amor. 

Porém, Werther começa a invadir o espaço dos dois e forçar situações, contatos, beijos, o que me incomodou muito. Deixou de ser uma paixão platônica para se tornar uma obsessão.

A leitura se torna incomoda, porque ela foi baseada primordialmente naquilo que viveu o próprio Goethe, o que rendeu rumores de que a obra era autobiográfica, já que se apaixonou por uma mulher casada. "Os Sofrimentos do Jovem Werther" incomoda acima tudo por nos mostrar o quão intensos podem ser os sentimentos humanos que, despidos da razão e entregues tão somente às amarras do coração, podem nos conduzir a atos extremos desprovidos de razão e sentido e completamente patológicos a demandar tratamento especializado.

É uma obra fundamental e que merece ser lida por todo aquele que busca por textos intensos, com alta carga dramática e com grandes questões filosóficas, mas retrata uma obsessão doentia.


Texto: Rita

Instagram - @livrofilos




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