Heróis Iluminando o Céu
Odin era o deus principal e governante de Asgard, reverenciado por todos os
vikings. Eles acreditavam que ele morava em Valhalha, onde estava se preparando
para o Ragnarok – a destruição do mundo. Para os vikings, o Ragnarok era
predestinado e seria a maior batalha de Odim, por isso ele precisaria dos mais
bravos guerreiros ao seu lado.
Odin escolheria os guerreiros que morreriam e se juntariam a ele em Valhalla.
As valquírias – mulheres que guerreavam em seus cavalos, usavam armaduras e
carregavam lanças e escudos – tinham a incumbência de levar para Valhalla os
guerreiros escolhidos por Odin. Os vikings acreditavam que as luzes da aurora
boreal que iluminavam o céu eram reflexos da armadura das valquírias que
estavam levando os guerreiros para Odin.
As Raposas de Fogo
Na Finlândia, as pessoas tentavam explicar a aurora boreal de muitas
maneiras diferentes e criativas. Uma das explicações mais interessantes
apresenta histórias sobre criaturas míticas: as raposas de fogo. De acordo com
a lenda, elas eram raposas bonitas e brilhantes, com um rabo de fogo, e quem
conseguisse pegar essas criaturas extraordinárias se tornaria rico e famoso.
Enquanto a raposa percorria as florestas, atingia com sua cauda ardente os
troncos das árvores e a neve no topo delas, criando luzes que voavam para o
céu. Esses brilhos iluminam o céu como aurora boreal ou “revontulet”, como eles
chamam no idioma finlandês. Na verdade, essa história era tão vívida que, na
Finlândia, a palavra “revontulet” se traduz literalmente em “incêndios de
raposas”.
A Próxima Colheita
Na Suécia, a aurora boreal era frequentemente vista como um sinal de boas
notícias. Em alguns lugares do país acreditava-se que o fenômeno fosse o
reflexo da luz de grandes cardumes de arenque e um bom presságio para os
pescadores locais e a comunidade agrícola para a próxima colheita
Para os Sámi, o povo finno-úgrico indígena, as luzes não
contavam histórias de heroísmo e bravura; pelo contrário, deveriam ser temidas,
pois o aparecimento da aurora boreal era um mau presságio. O povo Sámi
acreditava que as luzes eram as almas dos mortos. Para eles, não se deveria
falar sobre a aurora, muito menos apontar e acenar para o céu ou fazer qualquer
movimento que chamasse a atenção, pois, dessa forma, as luzes poderiam perceber
sua presença, descer e leva-lo para os céus. Alguns acreditavam que a aurora
boreal poderia baixar dos céus e cortar sua cabeça! Até hoje, muitos Sámi
preferem ficar dentro de casa quando as luzes do Norte estão iluminando o céu.

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